
Nesta edição do Informativo Capebe, vamos contar a história de três pioneiros que há 60 anos, foram essenciais para a criação e crescimento da Capebe. É com muita honra que compartilhamos aqui, um pouco da jornada desses homens que estiveram presentes na fundação da cooperativa e que ao longo de 6 décadas, são referência e inspiração para produtores e produtoras de todo o Sul de Minas.

José Marcelo Araújo
Um homem inovador e incentivador nato do cooperativismo

Em 16 de janeiro de 1934, nascia em Campos Gerais o senhor José Marcelo Araújo, filho do senhor Joaquim José de Araújo, um político que recebeu o título de Coronel da Guarda Republicana e da Senhora Didi. Mudou-se para Boa Esperança aos 5 anos, após o falecimento do seu pai, quando a mãe tomou a frente de tudo, adquirindo mais propriedades e fazendo com que a família prosperasse cada vez mais. Saiu da fazenda quando se mudou para Belo Horizonte e depois, Juiz de Fora, se formando em Técnico de Laticínio.
“Quando eu terminei o curso em Juiz de Fora, eu voltei para Boa Esperança, onde trabalhei com os meus irmãos até 1961, até que resolvemos dividir as propriedades e eu fiquei com essa, onde morei até minhas filhas irem para a escola e depois me mudei para a cidade”, conta.
José Marcelo se casou com Dona Dirlene, com quem teve 3 filhos: Marcelo e as gêmeas Carla e Cristina, que lhes deram 4 netos.
Sempre ligado ao cooperativismo, ele se recorda de como foi a fundação da Capebe: “Nos convidaram para fazer uma reunião para formar a Capebe. Éramos um grupo com cerca de 40 pessoas, precisávamos fazer o Laticínio e o Café. Inicialmente, o laticínio era pequeno e depois, na gestão do José Leite, que eu fazia parte do conselho, nós adquirimos aquele imóvel que é uma maravilha, onde funciona a potência que a Capebe é hoje”, relembra.
Mesmo morando na cidade de Boa Esperança, José Marcelo faz questão de ir a fazenda todos os dias: “Hoje eu tenho o Marcelo, que é meu braço direito e esquerdo, que faz tudo na fazenda. Eu olho atualmente mais a parte do gado, que sempre foi um hobby meu. Quando eu com meus irmãos dividimos as terras, eu fiquei com um gado “curraleiro”, mas comecei com inseminação artificial e hoje o meu gado é todo PO registrado (pura origem), tudo por efeito de inseminação artificial.”
José Marcelo diz que os mais jovens devem seguir os exemplos dos mais velhos em função do cooperativismo. “Hoje no mundo inteiro se fala sobre cooperação, então acho que se deve pegar firme desde o início. Quando eu vi as crianças do Clube da Bezerra, achei aquilo fabuloso, para incentivar as crianças a participarem junto com os pais do movimento rural”.

Homenagem da família
“Falar do José Marcelo é uma coisa muito fácil, nós nos casamos há 60 anos. Ele foi aquele marido, como um dia eu disse a minha neta, que fui muito feliz e tive a graça de Deus em ter conhecido um homem como ele. Durante a vida ele foi o meu sustentáculo, meu amor e meu companheiro. Eu só peço a Deus que dê saúde e paz para nós continuarmos a nossa jornada. Como dizem as minhas irmãs, a forma do José Marcelo acabou, não tem outro homem igual a ele, para mim realmente não tem.”
Dirlene, esposa
“Falar sobre o meu pai é muito fácil, ao falar de todas as suas qualidades e muito complexo, por falar de toda a sua trajetória de vida e tudo o que representa para todos a sua volta. Como filho eu só tenho a agradecer tudo o que ele me proporcionou, toda a confiança depositada. Se eu fosse definir em algumas palavras a sua vida, eu acho que a sua maior característica é ser um homem moderno, atual em todas as fases da sua vida. Essa busca pelo desafio, pela novidade, pelo bem comum e o entusiasmo pelo cooperativismo sempre nos norteou. O que ele deixa de instrução para todos nós é o seu exemplo de vida”
Marcelo, filho
“Parabéns, pai, por essa homenagem tão merecida! O senhor é um exemplo de vida, força e determinação para todos nós. Um pai sempre presente, pronto para nos ajudar no que for preciso. Eu só tenho que te agradecer por tudo e dizer o quanto o senhor é especial para todos nós.”
Carla, filha
“Pai, eu agradeço muito por tê-lo comigo, por ter me ensinado tudo, ser meu amigo, companheiro em tudo e para tudo. Eu acho que essa homenagem é muito merecida porque a vida toda o senhor está sempre inovando, vendo as coisas novas que andam acontecendo no mundo. Você sempre trabalhou para ajudar, crescer e para fazer tudo de bom para as pessoas. Sempre com a palavra certa na hora certa, você é o ombro amigo e o apoio da família.”
Cristina, filha



Senhor José Marcelo Araújo, é com respeito e gratidão que
celebramos a sua contribuição como cooperado fundador, há seis décadas, da Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança. Sempre inovador e incentivador nato do cooperativismo, você é um dos grandes responsáveis pelo crescimento da Capebe e região. Obrigado

Assista a homenagem aqui
Robson Bemfica Vilela
A inspiração que veio da juventude do homem do campo

Robson Bemfica Vilela nasceu no dia 09 de agosto de 1935, na Fazenda Recreio, em Ilicínea.
Filho de Maria e José Bemfica Júnior, Sr. Robson é o segundo de quatro irmãos e aprendeu com o pai, mais conhecido como Ioiô Bemfica, a arte de cuidar de uma fazenda, de onde saiu somente para estudar em Carmo do Rio Claro.
Foi com o Sr. Ioiô que Robson conheceu sobre o plantio de café, milho e algodão e conseguiu na época um recorde: tirar mil litros de leite em uma única ordenha.
Com o pai, Sr. Robson também aprendeu sobre inovação e buscar melhores condições de trabalho. Foi com ele que, no dia 12 de maio de 1963, participou da fundação da Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança, sendo o mais jovem assinar a ata que registra o nascimento da Capebe. Um marco histórico para toda a região.
“Eu era o mais novo da reunião e não tenho dúvidas de como a cooperativa foi boa para toda a região. Nós somos muito bem atendidos, tudo o que precisamos encontramos lá. Os diretores são todos meus amigos, não tenho do que reclamar”, comenta.
Em 1962, se casou com Silvia Maria Carvalho Vilela com quem vive até os dias de hoje. São mais de 60 anos de amor e parceria. Com ela teve quatro filhas: Denise, Magda, Eliana e Junia, que lhes deram seis netos e dois bisnetos.
Por falar em amor, Robson e Silvia também dividem as suas paixões na Fazenda Recreio. Enquanto ela ficou conhecida pelo cultivo de copos de leite e flores tropicais, Sr. Robson se tornou referência do Agro, não somente na Agricultura e na pecuária, mas também na Avicultura, com a criação de frangos e galinhas caipiras que botam ovos azuis, uma novidade na época para a região.
O Sr. Robson é referência para todos que o conhecem, um homem admirado, um exemplo de amor, cuidado, educação e incentivo. É o alicerce de uma família orgulhosa de carregar a história da Fazenda Recreio nas veias.

Homenagem da família
“O Robson merece essa homenagem, pois ele sempre foi muito bom, ajudou a criar a cooperativa, sempre com muito incentivo. Eu acho que eles foram visionários, porque ninguém sabia do futuro e os fundadores ficaram firmes e foram empreendendo. Eu acho ele uma pessoa muito boa, de um grande coração, que ajudou muito os funcionários, querido por todos e que gosta demais dos netos e toda a família.”
Sylvia, esposa
“Falar das qualidades do meu pai é desnecessário, todos aqui sabem. Vou contar uma história que marcou a minha infância: Eu era criança quando um amigo do papai chegou na fazenda cedo, dizendo que eles estavam ricos porque havia geado no Paraná e queimado todos os cafezais de lá, que o valor do café havia triplicado ou coisa assim. O papai ficou quieto e não comentou muito e eu criança, achei estranha a reação dele. Quando o amigo foi embora, eu perguntei por que ele não havia comemorado e ele me explicou que não estava feliz, porque ele sabia o que significava essa perda para os fazendeiros e ficar rico assim, não o deixava contente. Eu não preciso dizer a dimensão que esse ensinamento teve para mim. É lindo e inspirador reconhecer que a minha vida foi guiada pelo que veio do coração, verdade e simplicidade de um pai que se importa e tem carinho por mim.”
Denise, filha
“Você é o melhor pai do mundo, meu exemplo de trabalho, honestidade, transparência e amizade. Você deu tudo o que uma família poderia precisar, nos deu amor, uma família perfeita que não tenho como agradecer a Deus de tão boa e unida que é. Você é exemplo de união, não só o senhor, como a mamãe que sempre esteve junto nessa trajetória, nos apoiando, acolhendo. Você é carinho em todos os minutos, dia e noite, a nossa proteção. Amo você!”
Magda, filha
“Eu gostaria muito de agradecer a Capebe por essa homenagem que está sendo feita para o meu pai e ao mesmo tempo parabenizá-lo por ter sido um dos fundadores da cooperativa. O papai no seu jeito de ser é um cooperado bem tradicional, porque ele gosta de ajudar e se preocupa com o bem comum. Um exemplo como pai, pessoa e amigo, que sempre se dedica em tudo o que faz, como no trabalho e na criação da família.”
Eliana, filha
“Pai, parabéns por ser um dos fundadores da Capebe, essa cooperativa excelente que é referência na nossa cidade e região. Eu sou muito feliz e honrada por ser sua filha. Seus ensinamentos, valores, zelo, amor e carinho são a base que tenho para cuidar da minha filha. Agradeço muito por tudo o que você sempre fez por nós. Um beijo grande, eu te amo e parabéns!”
Junia, filha


Senhor Robson Bemfica Vilela, é com respeito e gratidão, que
celebramos a sua contribuição como cooperado fundador, há seis décadas, da Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança.
Você é um exemplo de apoio ao cooperativismo, incentivando
sempre o desenvolvimento da nossa região.
Esse é o mais sincero agradecimento da Capebe.

Assista a homenagem aqui
Rodrigo Moreira de Araújo Referência de cooperação e sucesso para todos a sua volta

Nascido em 09 de junho de 1934, em Campo do Meio, Rodrigo Moreira de Araújo é o segundo filho do produtor rural Francisco Abreu Araújo e de Julia César Moreira. Conhecido por todos como Rodriguinho, tinha 13 anos quando sua mãe faleceu e seu pai logo se casou novamente com Dona Dinica. Saiu da fazenda somente para os estudos e quando retornou, começou a trabalhar como chofer para a Usina vizinha a fazenda.
“Naquele tempo, o horário de trabalho era o sol: começávamos a trabalhar quando o sol nascia e parávamos quando se punha. Não tinham Leis Trabalhistas nem nada”, relembra.
Quando o pai comprou outra fazenda e se mudou, Rodriguinho assumiu a Santa Terezinha, onde fez sua vida. Comprou uma fazenda no Mato Grosso do Sul, que após 6 anos foi vendida ele utilizou o dinheiro para comprar a parte da herança dos irmãos.
Com o passar do tempo Rodriguinho fez o seu patrimônio crescer e hoje é feliz em ter funcionários que o acompanham ao longo dos anos: “Eu tenho muito orgulho de ter construído uma empresa e uma família aqui. Temos funcionários que nasceram na fazenda, trabalharam, se aposentaram e ainda seguem conosco. Fizeram a vida aqui, são meus companheiros, afinal, se não fossem eles eu não teria essa propriedade tão bem administrada.”
Sempre ligado ao meio, Rodriguinho foi um dos cooperados fundadores que esteve presente, de forma muito atuante no nascimento da Capebe. “Antes da Capebe, enviávamos o leite para uma outra empresa de Boa Esperança. Quando formamos a Capebe, passei a entregar todo o meu leite lá. Sigo sempre com a Capebe, que é uma cooperativa muito boa, conhecida e bem formada.”
Com a Fazenda bem administrada pelos companheiros, como gosta de chamar os funcionários, e a ajuda fundamental dos filhos, o negócio prosperou de vento em poupa. Casado com dona Marta, a sua parceira de vida há 62 anos, eles tiveram 3 filhos: Guilherme, Marcelo e Juliana, que atualmente trabalham juntos, 6 netos e um bisneto. “Graças a Deus eu tenho uma esposa muito boa, que manda na casa e em mim e eu acho mais fácil obedecê-la”, brinca.
Outro orgulho que Rodriguinho carrega, foi o de levar a Capebe para Campo do Meio: “Como eu tinha muita ligação na Diretoria, conseguimos trazer uma unidade da Capebe para minha cidade, o que hoje facilita não só para mim, como para todos os produtores da cidade. Hoje em dia você até se assusta, porque tudo o que você precisa, você encontra na unidade”.
Trabalhando com café, leite, trigo, soja, milho e feijão, o senhor Rodriguinho segue na Fazenda Santa Terezinha e acompanha o crescimento dos filhos e netos, que hoje estão na administração. Ainda assim, Sr. Rodrigo também se orgulha de continuar participando do dia a dia no campo.

Homenagem da família
“Rodrigo, obrigada meu amor pelos nossos 60 anos de casados e por toda a felicidade que você me proporcionou. Obrigada e um beijo”
Marta, esposa
“Eu só tenho a agradecer a Capebe pela homenagem, e ao meu pai pela vida que me deu, ao exemplo de homem que é e por todos os valores que ele me passa. Ele é uma pessoa que se dedica demais a família, não perde o contato com os parentes, muito leal aos seus amigos, uma pessoa que trabalha muito. Isso é um exemplo para todos nós. Eu tenho muito o que agradecer, pela vida dele e pelos ensinamentos que me passou.”
Juliana, filha
“O senhor para mim é um exemplo e a sua vida já fala muito sobre quem você é. A família sempre junta com o senhor, coordenando e dando carinho para todos nós. Na parte de trabalho, tudo o que eu sou vem dos seus ensinamentos, por isso eu considero o senhor um grande homem.”
Guilherme, filho
“Pai, falar de você é difícil porque eu o considero um exemplo e acho que para muita gente também. Você é inspirador e faz só o bem, honesto e justo com os seus negócios, então é um orgulho ser seu filho. Eu me sinto muito feliz em ser o Marcelo do Rodriguinho.”
Marcelo, filho



Sr. Rodriguinho, com respeito e gratidão celebramos a sua
contribuição como cooperado fundador, há seis décadas, da Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança. Você é uma referência de cooperação e sucesso para todos a sua volta, uma pessoa fundamental para a nossa
Capebe. Muito obrigado!

Assista a homenagem aqui
Os cooperados homeageados foram escolhidos para representar todos os fundadores da
nossa cooperativa, por estarem presentes na assinatura da Ata de Fundação
e por serem ativos na cooperativa até os dias atuais.
E para fechar esse ciclo de agradecimento, não
poderíamos deixar de fora todos os nossos presidentes,
figuras essenciais para o progresso alcançado pela
Capebe durante esses 60 anos.
Homens de fibra e coragem que serão sempre
lembrados pelo seu legado no cooperativismo.

Nossos representantes durante os últimos 60 anos

12 de Maio de 1963
Dr. Laércio Freire da Silva

1975 – 1978
Hélio Fernando Vilela

1978 – 1990
José Jonas Vilela Leite

26/03/1990 – 30/05/1990
Rabindranath A. B. Gambogi

1990 – 1993
Renato Benfica Vilela

1993 – 2008
Matusalém Vilela Lemos

2008 – 2016
Clésio Vilela Reis

2016 – 2020
Sebastião da Costa Reis












