
A Capebe acompanhou a sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Boa Esperança, em outubro, na aprovação do projeto de lei que cria o Programa Cidade Pelo Comércio Justo e o Selo do Comércio Justo no município. O projeto foi uma criação do Comitê Gestor do Comércio Justo de Boa Esperança e teve a colaboração de instituições da cidade, dentre elas a Capebe.
Boa Esperança é reconhecida internacionalmente como Cidade pelo Comércio Justo desde 2017, agora foi a primeira da América Latina a ter uma lei formalizada para essa finalidade. A Câmara votou de forma unânime para instalar a lei no município que agora tem o suporte da Administração Pública para incentivar o comércio e empreendedorismo local. O programa entrega metas para comerciantes e empresas da cidade para obter o selo e receber os incentivos, de acordo com a legislação.
Como praticar o comércio justo:
– Promover o consumo consciente;
– Valorizar os produtos locais;
– Valorizar o comércio local e os serviços locais;
– Fomentar o aumento da arrecadação municipal;
– Promover a educação econômica, social e ambiental;
– Valorizar o produtor local;
– Desenvolver parcerias entre educadores e educandos;
– Auxiliar o estabelecimento de condições de trabalho decentes;
– Desenvolver atividades de forma ambientalmente sustentável; dentre outros.
“O comércio justo significa olhar ao seu redor e ver o valor das coisas feitas na sua região. Quando a gente fala em valorizar mais o que é feito aqui, a gente fala de moldar um consciente coletivo novo, por isso a participação das escolas é tão crucial, inclusive. Desde pequenos, recebemos influências externas, mas nessa união que o programa gera, podemos falar do que nós mesmos produzimos para as crianças entenderem melhor como que usufruir dos negócios da cidade, ajuda a fortalecer a imagem do município, das marcas, gerar empregos e competitividade no mercado”, disse André Reis, diretor presidente da Capebe e apoiador da ideia.

Flávio Spineli, diretor comercial da Capebe, se diz valorizado e que quer esse sentimento nos cooperados também: “A Capebe atende muitos pequenos produtores e está cheia de marcas feitas com os produtos deles. Nós fazemos parte do programa e uma rede de participantes está sendo formada, isto é, o comércio da cidade vai dar mais espaço para o que vem daqui e isso vai instigar uma conexão de valor agregado, do campo até as gôndolas dos estabelecimentos. Nossa marca ganha visibilidade, os cooperados credibilidade, isso é o princípio cooperativista da Preocupação com a Comunidade em ação”, comentou o diretor e cooperado Capebe.











