
No período de outono/inverno, onde temos dias quentes, noites frias e com muita umidade favorecem o molhamento das folhas, proporcionando um ambiente favorável ao desenvolvimento de algumas doenças e pragas que devem ser monitoradas e controladas. Por isso, proteger o café nessa época é extremamente importante.
Entre as principais doenças destacam-se a mancha de phoma, mancha-aureolada e a ferrugem.

Manchas de Phoma: É uma doença fúngica que ataca folhas, frutos e ramos do cafeeiro.
Os sintomas são manchas escuras causando deformações nas bordas do limbo foliar. E nos ramos é possível observar lesões deprimidas e escuras, que levam a seca dos ramos produtivos, gerando o abortamento dos frutos novos. Essa doença é de rápida disseminação e sua ocorrência se dá tanto em viveiros como no campo.
Para o controle da Mancha de Phoma recomenda-se, a implantação de quebra ventos na lavoura; evitar o excesso de adubação nitrogenada; controlar irrigação e espaçamento adequado.
Além das práticas culturais, o controle químico também pode ser realizado de forma curativa ou preventiva, principalmente durante a formação dos frutos.

Mancha aureolada: A mancha aureolada ou crestamento bacteriano do cafeeiro, é causada por uma bactéria e sua ocorrência se dá tanto em viveiros quanto no campo.
Os sintomas típicos da bacteriose são lesões de coloração parda, circundada por um halo amarelado. Ocorre, ainda, a queima e morte dos ramos de cafeeiros jovens.
As medidas de controle devem ter caráter preventivo como: aquisição de mudas sadias, instalação de quebra ventos e maior espaçamento entre as plantas, para se evitar acúmulo de umidade por longos períodos.

Ferrugem: A ferrugem tardia ocorre quando chove pouco em janeiro e fevereiro, atrasando então a inoculação da doença, e acarretando a desnutrição do cafeeiro. Com o atraso das chuvas, as adubações são adiadas ou se mostram ineficazes, promovendo a maior suscetibilidade da planta, pois ela estará em déficit hídrico e mais vulnerável ao ataque do fungo. Após este período de escassez hídrica, a chuva é restabelecida, tendo, ainda, temperatura mais alta do que a normal, o que proporciona grande incidência da ferrugem, “escapando “, na maioria das vezes, do controle químico que foi realizado entre dezembro e março. Assim, o controle químico normalmente é realizado entre dezembro e março, com 3 aplicações. Aconselha-se estender a época de aplicação, podendo ser feita por meio da aplicação inicial preventiva em novembro. Seguindo-se 2 aplicações preventivas/curativas, iniciando entre fevereiro e abril.

Bicho mineiro: é uma praga que com elevado potencial de reduzir a capacidade produtiva do cafeeiro, caso não seja devidamente controlado. A queda de produtividade varia de acordo com a intensidade, duração, idade do cafezal e época de ocorrência. Os danos são causados pela larva ao se alimentar da folha. A alta incidência pode causar desfolha mento da planta, o que está diretamente relacionado à intensidade do ataque e ao período em que ocorre. O controle do bicho-mineiro, deve contemplar um monitoramento constante e eficiente do cafezal, controle cultural, controle biológico e controle químico com inseticidas seletivos.

JOILSON SILVA
Consultor Agronômico
Capebe Ilicínea











