
coins and banknotes of Brazilian money on the table. Selective focus.

Mercado vem enfrentando oscilações, altas e as consequências ainda não acabaram
Inflação, desemprego, alta do dólar, crise hídrica, crise energética – também na Ásia – elevação dos juros, falta de matéria-prima e insumos, causaram um contratempo considerável na economia mundial e o Agronegócio enfrenta isso também. De acordo com estimativas do Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação média do país, já ultrapassou o limite estipulado para 2021, chegando a 6.9% este ano e a 10.25% em doze meses.
Apesar de ser autossuficiente em várias áreas do Agro, o Brasil é um país de relações bilaterais no comércio exterior, importa insumos e exporta produtos agrícolas e pecuários, como café e proteína animal. No mundo vem ocorrendo uma falta de elementos para a fabricação de nutrientes vegetais, como fertilizantes e adubos, fundamentais para a Agricultura.
Em 2021, de acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil quebrou recorde em importação nos primeiros cinco meses. Chegou a 85% da nutrição vegetal ser dependente de importações. Apenas o potássio vem mais de 90% do exterior. Em 2016, era cerca de 75%, ou seja, quanto maior a produção (o que vem aumentando), maior a demanda por matéria-prima.
Contar com produtos importados é estar sujeito às variações do câmbio e à inflação de outros países. “Somos agroexportadores e as commodities agrícolas são precificadas em dólar. Não temos boas médias no valor dessa moeda nos últimos meses e isso encarece a importação dos materiais. São inúmeros fatores que influenciam, como governo, confiança no mercado, especulações, recursos naturais, clima etc. Vamos ficar de olho e auxiliar o cooperado, investir em tecnologia e levar especialização ao campo, para produzir mais na mesma área e controlar desperdícios”, argumenta Flávio Spineli, diretor comercial da Capebe.
Nos Estados Unidos, o glifosato já chegou a subir 300% em alguns estados, o que altera também os custos no Brasil. Para 2023, a indústria de nutrição vegetal já notifica expectativas incômodas para as contas dos agricultores, aguardando por mais altas. “É momento do produtor ser uma pessoa ligada nas notícias e se preparar para o futuro de médio-longo prazo. Friso que o cooperado deve estocar todo o insumo adquirido durante o Plantão de Negócios 2021”, relembra o diretor presidente da Capebe, André Reis.
Mas nem tudo são espinhos. Apesar da falta de potássio e nitrogênio, a Capebe já atingiu cerca de 80% de insumos entregues às unidades a aos cooperados diretamente, dentro de dois meses. Por dia, a Capebe já dividiu insumos entre suas unidades em média de até 500 toneladas. Comparado ao ano passado, houve um aumento de 15% no faturamento da venda de adubos e fertilizantes (cooperados investindo e seguindo em frente).
Até o final do mês, o departamento de Adubos pretende finalizar suas entregas, colocando a Capebe como a única cooperativa no ano a conseguir o feito nesse período, o que vem sendo reconhecido pelos fornecedores. Antes de sofrer com a escassez, a cooperativa estocou 70% dos insumos, baseando-se no que foi vendido em 2020. Com a logística utilizada, tanto quem comprou muito quanto pouco, vem recebendo seus adubos na propriedade ou em sua unidade Capebe.












